Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Anova, encomendada pela Arte
Produções, mostrou que “O Maior São João do Mundo”, realizado em Campina Grande, registrou crescimento de
15,9% no volume financeiro movimentado em 2026 na comparação com o mesmo período do ano
anterior. O público circulante somou 3,3 milhões de visitantes até a data do levantamento,
com expectativa de fechar em cerca de 3,5 milhões — alta de 10% em relação a 2025.
O gasto dos turistas cresceu 13,1%, enquanto o gasto dos moradores locais durante o
período junino avançou 19% — um indicador de que o evento não apenas atrai visitantes de
fora, mas também estimula fortemente o consumo da própria população campinense. No Parque do Povo, principal
polo de eventos, o faturamento do comércio local cresceu 18,2%. O primeiro fim de semana, com
shows de Wesley Safadão e Henrique & Juliano, reuniu mais de 110 mil pessoas.
92,7% dos turistas aprovaram o evento; cidade gerou 4 mil empregos no ano
A pesquisa também mediu a satisfação do público: 92,7% dos turistas avaliaram o evento
como “ótimo” ou “bom”, com 56,8% dos visitantes sendo repetentes — pessoas que já haviam ido a edições
anteriores — e 6 em cada 10 desses repetentes considerando que a edição de 2026 melhorou em relação às
anteriores. Segundo dados do CAGED citados no levantamento, Campina Grande gerou cerca de
4 mil empregos formais nos cinco primeiros meses de 2026, sendo 800 vagas apenas em maio, mês
de preparação imediata para o evento.
O resultado reforça o papel do São João como um dos maiores motores sazonais da economia do interior
paraibano, com efeitos que vão além do período estritamente festivo — a geração de empregos formais nos meses
que antecedem o evento sugere um ciclo econômico que começa bem antes das primeiras fogueiras acesas e se
estende por boa parte do primeiro semestre do ano na cidade.
O que isso significa para a Paraíba e para Pernambuco
Para a Paraíba, o desempenho do São João de Campina Grande reforça a força do calendário de eventos
juninos como um dos pilares mais consistentes da economia do interior do estado, com efeitos diretos sobre
comércio, hotelaria, alimentação e geração de empregos formais que se estendem por meses antes e depois do
evento propriamente dito.
Para Pernambuco, que também realiza um dos maiores São Joões do país — o de Caruaru — os números de
Campina Grande servem de parâmetro comparativo direto entre as duas maiores festas juninas do Nordeste,
reforçando a disputa histórica e amistosa entre os dois estados pelo título de sede da maior festa junina do
mundo, cada uma com sua própria escala de impacto econômico regional.

