Ex-vice-governadora foi escolhida para compor a chapa de reeleição, encerrando uma disputa que envolveu nomes de diferentes partidos e grupos da base governista
A escolha de Lígia Feliciano (União Brasil) para ser candidata a vice-governadora na chapa de Lucas Ribeiro (Progressistas) encerrou uma das principais novelas políticas da Paraíba às vésperas do início oficial da campanha.
Mas, para cada nome escolhido, vários outros ficaram pelo caminho.
A vaga foi disputada nos bastidores por nomes de diferentes partidos e perfis políticos. Segundo levantamento publicado pelo Polêmica Paraíba, 12 nomes chegaram a ser citados nas articulações para ocupar a posição.
Entre eles estavam figuras de peso da política estadual, como Adriano Galdino, Luciano Cartaxo, Cida Ramos, Eduardo Carneiro, Rafaela Camaraense, Raniery Paulino, Wilson Filho, Ruy Carneiro, Lígia Feliciano, Diego Tavares, Tanilson Soares e a tenente-coronel Viviane.
No fim, foi Lígia quem levou a melhor.
Adriano Galdino: o nome que chegou a ser tratado como favorito
Presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba e uma das principais lideranças do Republicanos, Adriano Galdino esteve durante semanas entre os nomes mais fortes para a vice.
A possibilidade, porém, perdeu força durante as articulações. No sábado (8), Galdino chegou a declarar que estava fora da disputa e confirmou que pretendia concorrer novamente ao mandato de deputado estadual.
A saída de Galdino foi um dos movimentos mais importantes da novela da vice, sobretudo porque o Republicanos reivindicava o espaço na chapa majoritária.
Eduardo Carneiro: o nome que ganhou força depois da convenção
Outro nome importante foi o do deputado estadual Eduardo Carneiro (Progressistas).
Aliado de Lucas Ribeiro, Eduardo chegou a ser apontado como uma alternativa para a composição e defendia que o escolhido tivesse forte presença política na Grande João Pessoa.
Antes mesmo da reta final das articulações, ele havia defendido que um nome identificado com a capital poderia agregar eleitoralmente à chapa governista. Entre os nomes que citou estavam Luciano Cartaxo, Ruy Carneiro e Wilson Filho.
Eduardo, entretanto, acabou permanecendo na disputa proporcional.
Luciano Cartaxo: experiência e peso eleitoral em João Pessoa
Ex-prefeito de João Pessoa e deputado estadual pelo Republicanos, Luciano Cartaxo também apareceu entre os nomes avaliados.
Sua eventual indicação teria um significado evidente: colocar na chapa de Lucas um político com experiência no comando da capital, justamente onde está concentrada uma parcela importante do eleitorado paraibano.
Na reta final, Cartaxo chegou a ganhar espaço nas especulações e apareceu ao lado de Lucas em eventos e debates.
Mas também ficou fora.
Cida Ramos: o PT queria espaço
A presidente estadual do PT, Cida Ramos, foi outro nome colocado na mesa.
A presença do partido na chapa tinha um componente que ultrapassava a escolha pessoal: setores petistas defendiam que a composição levasse em conta o eleitorado alinhado ao presidente Lula.
Nos últimos dias, lideranças do PT voltaram a defender publicamente o nome de Cida para a vaga.
A escolha de Lígia, portanto, também significa que o PT não ocupou a vice na chapa governista.
Rafaela Camaraense: a aposta do PDT
Rafaela Camaraense também esteve entre os nomes mais lembrados.
O PDT chegou a defender sua indicação, apostando em uma mulher para a composição e na capacidade de ampliar a aliança governista.
A ex-deputada estadual, porém, não foi a escolhida.
Coronel Viviane: uma alternativa que ganhou força na reta final
A tenente-coronel Viviane Vieira (PSB) foi uma das opções que cresceram nos últimos dias.
O nome chegou a ser apresentado pelo PSB e passou a ser tratado como uma possibilidade concreta para a chapa.
A eventual indicação, entretanto, também provocou resistência dentro da base, principalmente entre setores ligados ao PT, que questionaram o posicionamento político da militar.
No fim, Viviane também ficou fora.
E outros nomes?
A lista de especulados ainda incluiu Wilson Filho, Raniery Paulino, Ruy Carneiro, Diego Tavares e Tanilson Soares.
Wilson Filho, por exemplo, afirmou que a decisão deveria ser tomada pelo próprio Lucas Ribeiro e evitou defender publicamente um nome específico.
Já Tanilson Soares apareceu apenas na reta final das articulações, enquanto Diego Tavares também passou a ser mencionado como alternativa.
No fim, Lígia
Depois de dias de reuniões, especulações e uma lista que chegou a 12 nomes, Lucas Ribeiro optou por uma solução que combina experiência política e conhecimento do cargo.
Lígia Feliciano já foi vice-governadora da Paraíba por dois mandatos, e agora volta à disputa para tentar ocupar novamente a mesma posição — desta vez em uma chapa liderada por Lucas Ribeiro.
A escolha também reorganiza o tabuleiro da aliança governista.
A novela acabou. Agora começa a parte mais difícil: transformar a composição de papel em voto.

